Minha vida é identificada com a luta pelos direitos. Desde jovem trabalhando com Dom Helder Câmara em Recife, no Movimento "Encontro de Irmãos", como em Petrolina, atuando nas comunidades urbanas e na rádio a Voz do Sâo Francisco, organizando as Associações de Moradores. Depois em Pesqueira, ajudando as mulheres que faziam Renascença a se organizarem para vender melhor seus produtos.
Em 1989 eu vim de Pesqueira morar em Gravatá, já com meu terceiro filho Helder nascido em Pesqueira com paralesia cerebral. Depois de um ano de tratamento com neurologista e fisioterapeuta, Helder foi desanganado pelos médicos que não andaria, nem falaria. Diante desse diagnóstico me mudei para Gravatá para ficar mais próxima da família e passei a pesquisar famílias com situações semelhantes à minha. Com elas criamos o SERC. Minha atuação com as famílias com pessoas portadoras de necessidades especiais me levou a fortalecer a luta. Com as famílias transformamos problemas em solução, doença em esperança, dor em alegria. Tanto o meu filho como de outras famílias encontraram no SERC uma oportunidade de estudo, de convivência e relacionamento com a família e a sociedade. O SERC me levou a conhecer as entidades de atuação social de Gravatá, como Círculo dos Trabalhadores Cristãos, o GAMR, a ODIP, o SERTA. Com essas e outras instituições fizemos parte do primeiro Conselho de Direito da Criança e Adolescente de Gravatá. Nesse tempo foi muito difícil convencer a sociedade dessa necessidade. Mas para completar o Sistema de Garantia de Direito em Gravatá havia a necessidade de criar o Conselho Tutelar, para o qual fui eleita em dois mandatos. Enquanto isso, participei do Conselho Municipal de Saúde. No ano 2000 fui convidada para com minha experiência ajudar no processo de formação de jovens com o Serta em Glória do Goitá, onde fiquei 10 anos, continuando morando em Gravatá. Nesse período participei como Conselheira Estadual de Assistência Social e do Conselho Estadual de Direito da Criança e Adolescente. Contribui com diversos projetos nessa linha, tal como "Gerando Cidadania", um projeto financiado pela CHESF e Conselho Estadual para em 12 municípios fortalecer o Sistema de Garantia de Direitos, que consistiu em formação de conselheiros, reestruturação das leis nos municípios, pesquisa, formação e assessoria a professores e grupos de jovens. Parecido com esse, coordenei o projeto "Tecendo Direitos" na Bacia do Goitá com uma equipe colegiada, incluindo os municípios de Glória do Goitá, Lagoa de Itaenga, Pombos e Chã de Alegria envolvendo todas as instituições da sociedade civil e públicas para garantir a criança e ao adolescente o atendimento de suas políticas.
Encerrei essas atividades em 2009 e me disponho a concorrer a uma vaga no Conselho Tutelar de Gravatá, por interesse meu e de vários amigos e amigas que acompanharam minha trajetória de sabem da minha experiência e gostariam de ver no Conselho Tutelar de Gravatá uma pessoa com meu perfil, com minha história, meu compromisso.
Cabe ao eleitor decidir se convém ou não votar em mim, CEÇA - 16.
A decisão é sua, de sua família, de seus amigos, dos gravataenses.
Se lhe interessou uma história dessa, peço então, seu empenho.
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